Saber avaliar, acompanhar e orientar uma paciente gestante é essencial para um nutricionista que trabalha com o público feminino. Os cuidados com a alimentação na gravidez são primordiais para favorecer uma gestação tranquila e saudável.

Em uma análise acerca dos cuidados às gestantes ofertados pelo Programa Saúde da Família (PSF), conhecido hoje como Estratégia Saúde da Família (ESF), Costa G. D. et al (2009) afirmam que, historicamente, dentre todos os programas e ações da área de saúde, a assistência pré-natal tem ocupado um espaço relevante na atenção à saúde da população brasileira.

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Você sabe da importância do cuidado nutricional no período de pré-natal? Ao longo do artigo falaremos sobre isso e destacamos também as mudanças fisiológicas que ocorrem com o corpo da mulher enquanto gestante e como deve-se dar o ganho de peso ao longo dos meses gestacionais.

Caso queira conhecer mais sobre esses temas, continue lendo o artigo e descubra por que fazer cursos online pode ser uma ótima opção para você se destacar no mercado de trabalho e em processos seletivos.

A importância dos cuidados com a alimentação na gravidez

Dentro dos ciclos de vida da mulher, a gestação é com certeza um dos mais cruciais. Nele o corpo da mulher passa por um processo de alterações fisiológicas para garantir um bom padrão de crescimento e desenvolvimento do bebê.

Diversas evidências científicas mostram que o peso materno possui relação direta com o estado de saúde de uma grávida, podendo influenciar o surgimento de intercorrências clínicas na hora do parto e baixo peso ao nascer da criança, o que é um grande fator de mortalidade de recém-nascidos.

Mulheres com baixo peso gestacional e com aporte calórico insuficiente tendem a ter a formação fetal comprometida. Da mesma forma, uma gestante com ganho ponderal excessivo também pode desenvolver situações clínicas que comprometem a sua saúde e a da criança.

Nesse contexto, os cuidados com a alimentação na gravidez são essenciais para garantir um bom aporte nutricional para mãe e, consequentemente, ao bebê. O profissional nutricionista que trabalha com esse público deve estar capacitado e atualizado para avaliar e acompanhar a gestação mês a mês.

Através de uma avaliação completa, ele é capaz de diagnosticar os estados nutricionais pré-gestacional e gestacional, avaliar o consumo alimentar da gestante, identificar se há fatores de riscos para a gestação e traçar metas de acordo com cada perfil e individualidade de suas pacientes.

É importante saber que algumas situações nutricionais consideradas fatores de risco na gravidez e indicativos de possível desenvolvimento de complicações na gestação, como a desnutrição e a subnutrição, são quase sempre desencadeadas por fatores externos, como condições de trabalho da gestante, baixas incidências de lazer e escolaridade e problemas ambientais de moradia. 

Assim, as orientações nutricionais fornecidas à paciente devem respeitar todos os aspectos (social, econômico e cultural) da vida da mulher, e é por isso que o curso nutrição na gestação é de suma importância para os profissionais que se dedicam a essa área.

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Quais são as mudanças fisiológicas da gestação?

Ao longo de nove meses ou quarenta semanas gestacionais, o corpo da mulher passa por modificações fisiológicas para nutrir e gerar o ser que se desenvolve em seu ventre. Através de um dos nossos cursos online com certificado você aprenderá de maneira completa as principais modificações que ocorrem no sistema cardiovascular, pulmonar, gastrointestinal e renal, e é sobre eles que iremos discorrer um pouco em cada um dos tópicos a seguir, para que você possa começar a entender melhor esse assunto de extrema importância.

1. Sistema cardiovascular

Sem sombra de dúvidas o sistema cardiovascular da gestante sofre um grande impacto no período gestacional. O trabalho cardíaco nessa fase é caracterizado pela elevação do volume de sangue circulante, do débito cardíaco e da frequência cardíaca.

Segundo uma revisão realizada por Rombaldi, A. R. et. al (2008), ainda nas primeiras semanas de gestação o volume sanguíneo e o débito cardíaco aumentam cerca de 50% em comparação ao que eram anteriormente. No terceiro trimestre de gestação costuma ocorrer um aumento da frequência cardíaca em uma média de 10 a 20 batimentos por minuto.

Do primeiro ao segundo trimestre de gestação observa-se também uma redução da pressão arterial resultante da atividade hormonal do organismo da mulher, além do aumento de algumas substâncias químicas corporais, como as prostaglandinas, os peptídeos natriuréticos e o óxido nítrico endotelial, por exemplo.

No trabalho de parto, o coração sofre uma sobrecarga adicional, pois as contrações uterinas induzem a um aumento abrupto na volemia sistêmica (volume sanguíneo corporal) em conseqüência de uma significativa transferência de sangue por parte dos vasos uterinos. Dessa forma, ocorre um maior consumo de oxigênio e débito cardíaco, e aumento da pressão arterial.

Nesse contexto, as orientações nutricionais repassadas pelo profissional nutricionista são de extrema importância para prevenir a anemia fisiológica que pode ocorrer já nos primeiros meses de gestação em decorrência da grande velocidade do aumento do volume plasmático em comparação a quantidade de glóbulos vermelhos.

Ademais, elas são essenciais para prevenir a anemia que pode afetar a mulher no pós-parto, devido à grande perda sanguínea, independentemente do tipo de parto (normal ou cesárea).

No curso online oferecido pelo Educamundo você irá aprender quais alimentos devem compor a alimentação da gestante para que essa e outras patologias sejam prevenidas.

2. Trato gastrointestinal

Ao longo da gestação, o trato gastrointestinal da mulher é alterado em diversos aspectos e isso possui relação direta com o seu estado nutricional. Ainda nos três primeiros meses gestacionais, boa parte das gestantes tende a sentir fortes enjoos e náuseas que são substituídos ao fim do terceiro mês por um aumento significativo do apetite.

Dos vários hormônios que são liberados na gestação, o aumento relevante da progesterona acarreta no relaxamento do músculo uterino para permitir o crescimento fetal enquanto diminui a motilidade (movimentação) do trato digestivo com aumento da reabsorção de água. Como conseqüência disso surge a constipação intestinal.

Um problema também presente na gravidez é a doença da vesícula biliar, ou seja, o surgimento de pedras na vesícula, pois nos últimos meses gestacionais esse órgão tem o seu volume duplicado e sua capacidade de esvaziar-se eficientemente reduzida.

Nesse cenário de grandes alterações fisiológicas que podem afetar o estado de saúde da mulher, mudanças constantes são necessárias na alimentação para gestante a fim de amenizar os sintomas dessas intercorrências e garantir um bom aporte nutricional para mãe e filho.

3. Função pulmonar

Com a expansão uterina o volume do pulmão é reduzido e o hormônio progesterona entra em ação e ocorre o aumento da frequência respiratória para compensar a diminuição do órgão, o que contribui para a sensação de dispneia (quadro caracterizado por uma respiração rápida e curta que proporciona à gestante a sensação de falta de ar).

Um estudo em que avaliaram a força muscular respiratória no terceiro trimestre de gestação mostra que aproximadamente 70% das mulheres nessa fase gestacional relatam sentir falta de ar. Todavia, esse é um sintoma que pode aparecer desde o primeiro trimestre e ir evoluindo ao longo dos meses, com o pico de aumento da sensação comumente ocorrendo entre a 28° e 31° semana de gestação.

Ainda, a sensação de dispneia é desencadeada também pela concentração de gás carbônico no sangue da gestante que diminui em cerca de 25%. Assim, é comum durante as atividades diárias a mulher apresentar episódios de falta de ar, que são caracterizados pelo aumento da frequência respiratória e do consumo de oxigênio.

Dentro desse contexto, os cuidados com a alimentação para gestante são essenciais, tendo em vista que o estado nutricional dela pode acarretar em um grande impacto ao seu sistema respiratório. Isso pode ser visualizado mais claramente em situações em que ela encontra-se em desnutrição.

A falta de orientações nutricionais adequadas resulta na ausência de nutrientes importantes para promover estrutura, elasticidade e funcionalidade dos pulmões, além de interferir na estimulação dos mecanismos de defesas imunológicos pulmonares e no controle da respiração.

O acompanhamento com um profissional capacitado e qualificado com o curso nutrição na gestação é capaz também de evitar o ganho de peso na gravidez acima do esperado, o que pode induzir a piora na sensação de falta de ar, e acarretar outros problemas à gestante e ao bebê.

4. Sistema renal

A Taxa de Filtração Glomerular (TFG), ou seja, a capacidade do rim de filtrar o sangue tem um aumento de aproximadamente 50% ao longo da gestação, apesar do volume de urina produzido não sofrer influência.

Naturalmente, a reabsorção renal é menos eficiente quando comparado a de uma mulher não grávida, e a glicosúria (glicose na urina) pode ocorrer juntamente com uma excreção aumentada de vitaminas hidrossolúveis. Como consequência, a gestante encontra-se propensa a desenvolver infecções do trato urinário.

Essa presença de glicose na urina deve ser acompanhada por um profissional capacitado para que a mulher não desenvolva diabetes gestacional. Por esses motivos é importante que o nutricionista esteja atualizado com cursos online para saber como trabalhar com situações específicas como essas que podem ocorrer ao longo da gestação.

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Como deve ocorrer o ganho de peso na gravidez?

 Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o ganho de peso total em uma gestação não gemelar, ou seja, de um único bebê concentra-se na criança e em toda a estrutura para garantir seu desenvolvimento e crescimento ao longo dos nove meses.

O ganho de peso na gravidez para uma mulher saudável e com peso pré-gestacional adequado distribui-se, aproximadamente, da seguinte forma:

  • Sangue (1,8 Kg)
  • Fluidos teciduais (1,2 Kg)
  • Útero (0,9 Kg)
  • Líquido amniótico (0,8 Kg)
  • Placenta e cordão umbilical (0,7 Kg)
  • Seios (0,4 Kg)
  • Feto (3,4 a 3,8 Kg)
  • Reservas de gordura e proteína (3,4 Kg)

Assim, para mulheres de peso normal e saudáveis, o ganho de peso esperado na gravidez deve estar entre o intervalo de 11 a 16 Kg. Esse ganho deve ser monitorado através da avaliação da curva de ganho de peso fornecida pelo Ministério da Saúde através da caderneta da gestante que ela recebe na primeira consulta de pré-natal.

Para mulheres que já encontravam-se acima do peso ideal antes de engravidar, o intervalo de ganho de peso é um pouco menor, enquanto que para as que encontravam-se com diagnóstico de desnutrição a margem é um pouco maior.

O nutricionista deve estar capacitado para avaliar esse ganho de peso frente ao consumo calórico, pois, se o aumento ponderal não for acompanhado do aumento do consumo de calorias, pode ser que a mulher esteja acumulando líquido na forma de edema ou apresente excesso de líquido amniótico.

Ainda na primeira consulta é importante que a gestante seja esclarecida sobre o quanto de peso que ela deve ganhar, assim como isso deve ocorrer em cada trimestre gestacional. Os cuidados com a alimentação para gestante são direcionados para que esse aumento de peso ocorra de forma saudável.

De acordo com a ABESO (2018), as mulheres que respeitam os limites propostos de ganho de peso são menos propensas a terem filhos com baixo peso ao nascer ou macrossomia (peso maior que 4 Kg).

Além disso, elas possuem um risco reduzido de desenvolver complicações gestacionais, como pressão arterial elevada, diabetes gestacional, pré-eclâmpsia e eclâmpsia.

Quando a gestante ganha peso além do recomendado, ela possui uma maior probabilidade de retê-lo no pós-parto, dificultando a perda e aumentando o risco de desenvolver obesidade e suas complicações ao longo da vida.

Os cursos online do Educamundo são de fácil compreensão tanto para profissionais quanto para leigos na área, como a própria grávida. Dessa forma, fazendo o curso nutrição na gestação você aprenderá como deve ser a alimentação para gestante de forma que leve a um adequado ganho de peso na gravidez.

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Diante de tudo o que apresentamos aqui neste artigo para você, já deu para perceber a complexidade que envolve os cuidados com a mulher grávida. Nesse contexto, a nutrição entra como um dos pontos cruciais para proporcionar saúde a ela.

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